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JNG COMEMORA RESULTADOS DA CAMPANHA “JUNTOS, PODEMOS MORAR SOZINHOS. E COM A COVID-19”?


Mobilização de jovens com deficiência, ampliação do diálogo com suas famílias e com o poder público, e a formação do grupo-piloto de moradias independentes são os resultados da parceria do JNG com Daniela Karmeli e Juliana Righini, especialistas e consultoras com vasta experiência na área de pessoas com deficiência. 


A campanha “Juntos, podemos morar sozinhos – e com a COVID-19?” nasceu com o objetivo de oferecer recursos para que famílias e pessoas com deficiência, tendo suas rotinas de vida bruscamente alteradas, pudessem refletir sobre diferentes maneiras e significados da ocupação e convivência dentro de casa.


                                                        


O sucesso do conteúdo produzido ao longo de dois meses e o engajamento nas lives semanais comprovaram o grande interesse pelo tema moradias e, especificamente, moradias para pessoas com deficiência. “Afinal, nunca passamos tanto tempo dentro de nossas casas, reorganizando espaços, otimizando o tempo e dividindo tarefas, convivendo intensamente com nossos familiares”, destaca Juliana Righini.


Eram muitas as questões a serem discutidas. Como os jovens adultos com deficiência estavam se comportando nesse espaço confinado e intenso?  Como participavam das decisões familiares? Esse momento poderia se tornar uma oportunidade, para que a pessoa com deficiência intelectual pudesse se desenvolver, treinar habilidades e conquistar autonomia? Como seria se ela estivesse morando em seu próprio espaço, com o apoio profissional adequado às suas necessidades? E a relação com os irmãos, a rede de apoio, os colegas de trabalho? Como os governos se articulam para atender às diferentes demandas?


Nesse contexto da pandemia, o que começou com uma série de reflexões sobre os desafios enfrentados pelos jovens com deficiência e suas famílias, culminou em algo que o JNG almeja há 2 anos, quando lançou campanha de financiamento coletivo para lançar seu projeto-piloto: viabilizar o modelo de moradias independente. “Em julho abriremos inscrições para a formação do grupo-piloto”, comemora Flavia Poppe, diretora do Instituto JNG.


Depois desse projeto, a parceria do Instituto JNG com Daniela Karmeli e Juliana Barica Righini ampliou-se, com o objetivo de disseminar e implementar a metodologia da Moradia Independente no Brasil. “Foi uma jornada repleta de aprendizados, reflexões e conquistas.”,afirma Daniela. “Estamos muito felizes com os resultados e com as inúmeras possibilidades de parceria”, conclui. 


Confira o conteúdo especial no blog do JNG e acesse nossa playlist de lives no Youtube.




ARTIGOS E DICAS PRÁTICAS COM FOCO EM AUTONOMIA E VIDA INDEPENDENTE


Em nosso blog, você encontra um conteúdo especial e exclusivo. Desde o relato de Flavia sobre a adaptação de seu filho Nico às primeiras semanas de confinamento, às  orientações de Daniela e Juliana Righini  sobre rotinas, divisão de tarefas, convivência e emergências e os recursos para enfrentar esse momento que ainda deve se prolongar por mais alguns meses devido ao isolamento social.



LIVES FORAM PAUTADAS PELA DIVERSIDADE DE CONVIDADOS




O objetivo das lives foi estimular o debate sobre a oportunidade que esse momento do “fique em casa”, por causa da COVID-19, dialogando com diferentes atores e fomentando o debate sobre autonomia autonomia e vida independente da pessoa com deficiência. Abordamos o convívio entre irmãos, os diferentes tipos de residências existentes hoje no Brasil, as dúvidas dos jovens e das famílias sobre morar sozinho e o modelo inovador do JNG,  o olhar do poder público e o papel da sociedade civil.


Foram cinco lives em um mês e a resposta da audiência foi muito positiva,  com alto grau de engajamento.  No total, reunimos mais de 300 pessoas ao vivo e alcançamos mais de 20.800.


Na primeira live, Flavia Poppe conversou com Juliana Righini e Daniela Karmeli sobre o “Desenvolvimento De Habilidades E Autonomia Da Pessoa Com Deficiência Durante A Quarentena”.



Na pauta, a superproteção dos pais, as dificuldades com a distância de colegas de trabalho, terapeutas e amigos, a participação nas conversas e decisões familiares, a influência do espaço físico e do ambiente.  A audiência reuniu pessoas com deficiência, suas mães, representantes de OSCcs, profissionais da área da saúde e arquitetos.



Comentários retirados da live:


“Meninas, vocês estão arrasando…

 falar sobre morar sozinhos, isso é muito importante.” 

Laura Negri


“Como iniciar uma conversa saudável com nossos filhos,

se temos medo de ouvir o que eles querem dizer? Nos dê caminhos.”

Nancy Pereira da Costa


“Nós arquitetos precisamos pensar ao desenvolver projetos,

ambientes que estimulem o aprendizado e as sensações.

Parabéns pela live meninas e por compartilharem tanto!” 

Tainá Bortotto



Os atores principais da campanha, os jovens com deficiência intelectual, compartilharam sua trajetória e sua vivência na live  “Autonomia E Independência Na Prática - Uma Conversa Sobre A Experiência De Jovens Que Já Moram Sozinhos”.



Reunimos cinco adultos, de diferentes idades, ocupações e regiões do país. Marcelo e Raquel são um casal com T21 que mora juntos há nove anos e está passando esse período com na casa de praia, com a família. Pedro Lima tem TEA e mora sozinho há mais de dez anos.  Sem falar no Vinícius Streda! Decidiu morar sozinho após participar da Expedição 21 e hoje é palestrante e tem um canal no Instagram para falar sobre autonomia e vida independente. Já a designer Fernanda Schacker ainda vive com os pais, mas sonha em ter seu próprio espaço e pontuou suas dúvidas, angústias e percepções.



Comentários retirados da live:


“O empoderamento impacta na confiança em si mesmo e na confiança de estar

no mundo social, na relação com outras pessoas. Na verdade, construir um lugar

para si mesmo, a própria casa, é também construir um lugar empoderado para se relacionar!” 

Maria Helena Versiani


“A avaliação da funcionalidade seria critério dos níveis diferentes de apoio?!

Ou seja, teriam moradias para os diferentes níveis de dependência?!

Para pessoas idosas independentes há o Projeto Vila Dignidade…

Seria algo do tipo para pessoas com deficiência independentes?!” 

Paula Hiromi Kavadi



As inúmeras dúvidas que surgiram sobre “O Modelo De Moradia Independente Do JNG” motivaram os convites para a terceira live: 



Fernanda Schacker e sua mãe, Míriam, e a autodefensora Jessica Mendes, juntamente com Daniela Karmeli e Juliana Righini, entrevistaram Flavia Poppe. Enquanto Fernanda e Miriam abordaram os riscos de pessoa com deficiência intelectual morar sozinha, Jessica trouxe vários aspectos interessantes sobre a Lei Brasileira de Inclusão. 



Comentários retirados da live:


“Muito boa live com grande contribuição dessa

discussão envolvendo os jovens, pais e profissionais.”

Gislene Morais


”Eu preciso preparar o meu pai... porque eu quero morar sozinha”

Mari Amato




A quarta live contou com a presença de um personagem que não é muito visível no debate sobre a pessoa com deficiência: o irmão. “O Que Pensam Os Irmãos Sobre Autonomia E Independência?



Foi uma conversa franca sobre os sentimentos que permeiam esse relacionamento ao longo da vida, lições aprendidas, responsabilidades, como preservar a individualidade, como se apoiam e veem o futuro. Nossos convidados foram Débora Goldzveig, do Projeto Irmãos; e os  irmãos Carolina e Claudio Aleoni Arruda. Débora também compartilhou sua experiência à frente do projeto que fundou justamente para que irmãos de pessoas atípicas possam interagir e trocar experiências. 



Comentários retirados da live:


“Sou mãe de uma linda pré-adolescente com SD e só me dei conta

de ser irmã de PcD há 2 anos. Quando eu nasci, meu irmão tinha 10 anos

e não lembro de ter tido essa percepção sobre as limitações de meu irmão,

foi sempre muito natural entender e amá-lo como ele é ...” 

Vivi Reis


 “Parabéns pela iniciativa da sequência de lives com temas

tão importantes e interligados, nos fazendo avançar nas reflexões.”

Catia Maia





Para encerrar, a visão do poder público sobre as moradias para pessoas com deficiência contou com a participação de Cid Torquato, Secretário municipal da pessoa com deficiência de São Paulo; e Geraldo Nogueira, presidente de honra da Comissão de direitos da pessoa com deficiência da OAB-RJ e assessor do gabinete da Prefeitura do Rio de Janeiro. 


A live “moradias: diálogo entre a sociedade e o poder público” abordou a importância da articulação com outras secretarias e as instâncias de governo, possibilidades de financiamento, o papel da sociedade civil  e parcerias público-privadas.




Comentários retirados da live:


“Não consigo vislumbrar alguma ajuda do poder público!!

Acredito mais em grupos privados! Admiro a batalha de vocês!

Mitzi Rezende Faver Linhares

 

“O secretário Geraldo tocou um ponto nevrálgico: o papel do setor privado.

A experiência internacional evidencia a centralidade do setor privado.

Existem propostas por parte das secretarias para criar incentivos para o setor privado?” 

Maurício Blanco




Depoimento da Fernanda Schacker sobre morar sozinha:



Desde 2013 o Instituto JNG vem disseminando o debate sobre moradias para pessoas com deficiência e traz uma proposta pioneira e inovadora para promover a autonomia e vida independente de pessoas com deficiência, em especial para as pessoas psicoatípicas. 


“Cada tipo de moradia atende diferentes tipos de pessoas, ou seja, não acreditamos que exista um ´tamanho único que sirva para todos´. Precisamos ter mais opções no Brasil e a moradia independente com apoio individualizado já é uma realidade na maioria dos países mais desenvolvidos.”, reforça Flavia Poppe, diretora do Instituto JNG.



Mais informações: comunicacao@institutojng.org.br

#ForçaJNG: apoio nossa campanha https://www.catarse.me/institutojng



Flavia Poppe - Diretora do JNG

flavia@institutojng.org.br


Juliana Baraca Righini - Consultora da área da deficiência intelectual (CRESS 30.369)

www.julianabr.com / julianab.righini@gmail.com


Daniela Karmeli - Consultora em Inclusão e Diversidade (CRP 06/40954-0)

danikarmeli@gmail.com


A sua doação vai além do valor financeiro,
ela apoia a conquista de autonomia de pessoas com deficiências.

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